Para Kiki, Duke e Feijão.
Queen swapped her court... Bobby non mangiare più pasta... Dusty et Kate sont loin, très loin... Freud esqueceu sua mãe... Porém, pelo sim, pelo não, o que todos simbolizam domestica mistérios. Felizmente para inúmeros humanos, pets valem e velam alguma pnêumica para a vida. Afinal, a corpoética quase sempre inventa sentidos para a existência a partir de coisas, casos ou causos extraordinários.
Muitos cães, gatos, peixes, camundongos, tartarugas, papagaios etc. deixam de ser o que são e passam a sustentar projeções de nossas demandas, quiçá desejos mais profundos. Com eles por perto parece que estamos espiritualmente abrigados, sentimo-nos como em casa, com alguma segurança, apesar do caos nos labirintos da alma. Mais que companhia, o bicho é transubstanciado: pet-sacramento.
Idolatrados, substituem a solidão. Sem dúvida, animais sobremodo estimados sublimam até ausências irreversíveis ou saudades inconfessáveis. Fantasticamente, essas criaturas salvam, curam, inspiram... Com efeito, bem melhor dir-se-ia: graças à nossa arte, nessas criaturas também desenhamos nossas imaginações mais divinas – miscelâneas míticas que movem mundos maravilhosos.
